Ela exalava um cheiro de sol que despertava os homens sonolentos que se sentavam pelos bares da cidade. Independente da hora do dia, ela estava presente o tempo todo. Nem a chuva atrapalhava seus planos. As dores eram apenas dores e não mais os monstros de antes.
Ela encantava apenas de olhar com seus grandes olhos castanhos. Os corações se perdiam nela, se desmanchavam de prazer ao ver os sorrisos de boca inteira. Não tinha uma cidade que não tivesse caído aos seus pés.
Os passos eram leves como as roupas floridas que usava. Os cabelos emolduravam harmoniosamente o rosto bem feito. Ela era o começo de tudo. Ela era o amor encarnado em um corpo pequeno e magro.
As horas eram leves ao seu lado. Ela não sentia medo de ser tão feliz quanto realmente era. Dava até vontade de tocar a felicidade dela com as mãos. Dava vontade de ser ela, mas ninguém poderia ser além dela.
Belo.
Coisa bonita.
é… ninguém nunca pode ser ‘ela’ além ‘dela’ mesma.
e talvez esse seja a beleza trágica da coisa.