Todos dançam em Twin Peaks
Todos dançam em Twin Peaks
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Etiquetado: Twin Peaks

Haruki Murakami é um escritor japonês contemporâneo altamente influenciado pela cultura ocidental. Seus livros tem uma mistura de realidade e fantasia. Bom, pelo menos os dois que eu li tinham essa atmosfera. Não vou fazer uma análise sobre a obra de Murakami.
O meu intuito nesse post é dizer que tanto “Kafka à Beira Mar” quanto “Norwegian Wood” foram alguns dos melhores livros que li nos últimos anos. O mistério que envolve as histórias, a escrita fluida, as referências pop (outras nem tanto), tudo isso e mais alguma coisa tornam essas duas obras muito interessantes. Eu estava viciada, queria saber o que iria acontecer nos próximos capítulos. Não conseguia parar de ler. Acho esse o grande encanto de Murakami. Você fica preso a história.
Pelo menos foi isso o que aconteceu comigo. E eu cá estou para recomendar os livros desse japa. Vale a pena.
Categorias: Literatura
Etiquetado: escritor japonês, Haruki Murakami, Kafka à Beira Mar, Norwegian Wood
Daí você junta Charlotte Gainsbourg e Beck e o resultado é uma música boa e um clipe maneiro.
Categorias: Clipe · Música
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E aí que o final do ano está chegando. Só que ele chegou mais manso dessa vez. Sem grandes traumas, o ano correu sem grandes tropeços. Nem existem dívidas. Nenhuma pendência.
Confesso que não estou acostumada com essa calmaria.
Categorias: Papo furado
Mantendo a tradição dos últimos 6 anos, irei à abertura do Festival de Brasília.
Quanta contradição de um post pra outro.
Categorias: Declarações
Então, gente bonita, hoje começa o 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O filme da abertura já vai ser uma belezura, “Lula, o filho do Brasil”. É demais pra minha cabeça. Depois começa a mostra competitiva com uma quantidade absurda de documentários.
Está decidido, esse ano eu não vou.
Categorias: Declarações
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Michael Haneke é o tipo de roteirista que não gosta de entregar o filme prontinho, fechadinho e com um lacinho em volta para o espectador. E isso não é feito de uma forma desleixada e forçada. Há todo um pensamento envolvido.
“A Fita Branca” (Dass Weisse Band, 2009) é o filme austríaco que ganhou a Palma de Ouro esse ano. Honestamente, não sei se merecia ganhar, pois não vi os outros, mas o filme de Haneke é belíssimo. A influência de Bergman é muito perceptível. Uma história sobre o nascimento do ódio, sobre pais e filhos e como a forma de criar a prole dificilmente muda de geração para geração, a não ser que aconteça algo, como uma Guerra pra onde todos os homens do vilarejo fatalmente irão e só sobrarão as mulheres. O que será feito desse tipo de criação?
O filme se passa num vilarejo alemão pouco antes da I Guerra Mundial. Estranhos eventos começam a acontecer na cidadela. Estes incidentes isolados vão tomando forma de um ritual de punição. O professor da cidade investiga o caso, tentando achar os culpados.
“A Fita Branca” dividiu opiniões do público em Cannes. Alguns alegaram que a quantidade de personagens confunde o espectador. Outros disseram que a fotografia de tão bela toma conta do filme e atrapalha no entendimento da história. Mas, na minha opinião, o filme austríaco é uma aula de sutileza. Um filme violentíssimo que não mostra nenhuma cena de violência, isso é admirável. A fotografia, em preto e branco, fez Haneke se aproximar ainda mais de Bergman. O gelo, o olhar das crianças, a religião, o ódio, a repressão, a criação severa, a repulsa e a crueldade, esses são alguns dos aspectos tratados na película. A fotografia só atrapalha aos maravilhados, sem ela o filme não causaria o impacto que causou, sem ela não teria como sair tão satisfeito dali. Cinema é música da luz e essa foi uma sinfonia de Beethoven, nesse quesito.
É certo que o filme tem seus problemas, ele parece mais longo do que é, por causa da tamanha densidade da história. A narração torna-se repetitiva, a partir de um certo momento. A necessidade de tornar o professor um pouco mais importante na história cria uma historinha em paralelo que não faz diferença alguma. Porém, apesar dos pesares, “A Fita Branca” é um filme belíssimo, com alguns diálogos primorosos.
Um amigo, logo depois que a sessão terminou disse “Isso aproxima-se à literatura. Aproxima-se tanto que eu precisaria de mais tempo para ver esse filme.” De fato, isso não agrada a todos, mas não há como negar a beleza do filme e a sutileza de Haneke. O filme deve estrear no Brasil no ano que vem. Quando isso acontecer, não deixem de ver, de forma alguma.
Trailer:
Categorias: Cinema
Etiquetado: a fita branca, austríaco, Bergman, Cannes, filme, Guerra, michael haneke, nascimento do ódio, pais e filhos, Palma de Ouro
Ao ler o livro de compilação de entrevistas, artigos e conversas de Rogério Sganzerla, “Encontros: Rogério Sganzerla”, da Azougue Editoral, eu tive a confirmação de várias coisas que eu pensava anteriormente. A primeira delas, para você ser denominado crítico de cinema tem que comer muito feijão com arroz (no caso, pipoca), ler muito, deve dominar o assunto “linguagem cinematográfica” e uma coisinha bem importante que é saber se distanciar do seu gosto pessoal o máximo possível. Senão, o “crítico” não passará de um reclamão. O meu papel é reclamar, sou crítica no pior sentido da palavra. Tudo o que faço aqui são anotações pessoais sobre impressões que tive de algo que vi e ouvi. Sempre foi esse o meu propósito dentro desse espaço. Muitas vezes acho bem mais interessante essas experiências pessoais do que aquelas pessoas que se dizem críticos de cinema e, na verdade, não passam de um embuste. Eu não peco pela falta de descaramento.
Outra coisa que se confirmou durante minha leitura é que não só eu tenho a impressão de que os fazedores de filmes não custumam ir muito ao cinema e, principalmente, eles não tem o hábito de ler. Triste. A falta de noção de dramaturgia prejudica o cinema chamado brasileiro. Pior, rios de dinheiro são jogados fora com a realização de películas pobres. As pessoas deviam gastar mais papel do que película (ou fitas, HDs e qualquer que seja a mídia), tempo e dinheiro. Pensar não faz mal a ninguém.
Como eu disse no início, são minhas impressões. Opiniões parecidas com as que o Sganzerla tinha. Pode ser que eu esteja errada, mas isso é problema meu. Eu não me denomino como fazedora ou crítica. Eu, apenas, estou observando e tentando aprender alguma coisa.
Categorias: Reclamação
Etiquetado: artigos, conversas, crítico de cinema, dramaturgia, entrevistas, linguagem cinematográfica, livro, pensar, reclamar, reclamão, Rogério Sganzerla
Pra quem quer saber quais filmes verei no FIC, taí a listinha:
Sexta-feira, dia 6
19h10: Derrière Moi
21h00: El Niño
Sábado, dia 7
19h50: 500 Dias Com Ela
21h50: À Procura de Eric
Domingo, dia 8
19h00: Tokyo!
21h20: Good Morning Aman
Segunda-feira, dia 9
19h30: Insolação
21h30: Os Famosos e os Duendes da Morte
Terça, dia 10
19h00: La Zona Tarkovsky
Quarta-feira, dia 11
19h20: Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo
Quinta, dia 12
16h30: Caro Francis
Domingo, dia 15
19h00: Coco Chanel e Igor Stravinsky
Categorias: filmes
Acontece que ontem eu vi um filme incrível. Só que ainda estou digerindo tudo aquilo. Depois eu conto tudo.
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E aí que tá calor e as cigarras não param de cantar. Essas coisas me chateiam. Acontece que o ano tá acabando e eu nem sei se fui competente o suficiente pra cumprir minhas tarefas. Isso também não me anima. O que me motiva é que daqui a pouco eu vou poder acordar a qualquer hora, poder ler o que eu quiser e passar o dia todo vendo filmes. O estranho é que essa vai ser a última vez, porque eu pretendo começar a trabalhar. Não vou ter mais dois meses livres. Mas chega uma hora que a moleza tem mais é que acabar. Funciono melhor quando tenho muita coisa pra fazer.
Categorias: Qualquer coisa
Declaro veementemente que detesto a Audrey Tatou. Mulherzinha sem graça que faz papéis mais sem graça ainda. Por favor, não alegue que “Amélie Poulain” é um bom filme. Isso é um ultraje. Não cometa disparates afirmando que é “o filme da nossa geração”, até o Guy Ritchie faz filmes mais “our generation”. Pior do que Amélie, só os fãs. Colheres, prazeres, verde vômito… Oh, céus! Esse filme deve ser culpado pela quantidade imensa de gente sem graça que apareceu no mundo nos últimos anos. Gente sem um pingo de personalidade, pra piorar. Não todos os fãs, mas boa parte.
Pior, a nossa odiada estrábica está em um filme sobre a vida de Coco Chanel. A vergonha me invade. Gabrielle deve estar mais indignada do que eu, certamente. Seu caixão deve estar revirado.
Pretendo lançar um movimento: por um mundo com menos gente sem sal. Essazinha iria pro paredão de fuzilamento, imediatamente, se dependesse do meu autoritarismo.
Categorias: Comentários Pertinentes
Ninguém morreu, certo? Portanto, ainda existe uma pequena chance. Não de atar ou reatar, mas de fazer a roda da vida girar.
Categorias: Qualquer coisa

C.R.A.Z.Y. é um filme canadense, falado em francês, lançado originalmente em 2005, foi uma grande surpresa pra mim. Nos últimos tempos, algo me impele a assistir filmes em que o tema são famílias um pouco disfuncionais. Nesse caso, a família Beaulieu.
A personagem principal do filme é o garoto Zac (interpretado por Émelle Vallée, dos 6 aos 8 anos e por Marc-André Gondrin, dos 15 aos 21). Ele é o 4º de 5 filhos. Acontece que Zac nasce na noite de Natal, do ano de 1960, e é dado como clinicamente morto, mas ressuscita. Sua mãe, Laurriane, considera-o o mais especial dentre os filho devido a todos esses acontecimentos. Ela alega que ele tem um dom e a marca dessa bênção é uma mecha branca de cabelo. Seu pai, Gervais, é um homem rígido. Durante a infância, eles mantém uma relação próxima até o dia em que seu pai volta pra casa e encontra o menino usando o vestido da mãe. A partir daí, a relação deles muda. A relação com a mãe é muito próxima, ela acredita nesse dom que ele supostamente possui e crê que o menino tem o dom de curar as pessoas, quando aparentemente cura as cólicas do irmão mais novo, Yvan
O protagonista considera os irmãos mais velhos uns idiotas e é inimigo declarado de Raymond. Os outros irmãos são Christian e Antoine. Ele tenta criar uma ligação com o mais novo, Yvan, mas não obtém muito sucesso. O filme percorre cerca de duas décadas. Fala dessas dificuldades de relacionamento entre pais e filhos. Uma mãe quase fanática religiosa e o pai intolerante. Também trata de descobertas, Zac se incomoda com a própria sexualidade. Porém, isso não é uma tarefa fácil. E tenta o tempo todo definir sua própria identidade.
Minha história com C.R.A.Z.Y. é curiosa, pois foi por causa dele que eu conheci a cantora Patsy Cline e a música “Crazy” vem embalado meus dias. Uma música que me emociona e que me faz pensar sobre tantas coisas que me aconteceram. Além do filme tratar da minha temática preferida, relações familiares. Tem uma cena que eu, particularmente, gosto muito que é a de Zac imitando o David Bowie. Além da cena da igreja com “Sympathy for the devil”
C.R.A.Z.Y.
dirigido por: Jean-Marc Vallée
escrito por: François Boulay e Jean-Marc Vallée
Vale muito a pena ver. Ó o trailer.
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Now playing: Patsy Cline - Crazy
via FoxyTunes
Categorias: Cinema
Etiquetado: "Crazy", "Sympathy for the devil", C.R.A.Z.Y., David Bowie, dificuldades de relacionamento entre pais e filhos, famílias, filme canadense, identidade, Marc-André Gondrin, Patsy Cline, relações familiares, sexualidade, trailer