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A Fita Branca

Novembro 8, 2009 · Deixe um comentário

Michael Haneke é o tipo de roteirista que não gosta de entregar o filme prontinho, fechadinho e com um lacinho em volta para o espectador. E isso não é feito de uma forma desleixada e forçada. Há todo um pensamento envolvido.
“A Fita Branca” (Dass Weisse Band, 2009) é o filme austríaco que  ganhou a Palma de Ouro esse ano. Honestamente, não sei se merecia ganhar, pois não vi os outros, mas o filme de Haneke é belíssimo. A influência de Bergman é muito perceptível. Uma história sobre o nascimento do ódio, sobre pais e filhos e como a forma de criar a prole dificilmente muda de geração para geração, a não ser que aconteça algo, como uma Guerra pra onde todos os homens do vilarejo fatalmente irão e só sobrarão as mulheres. O que será feito desse tipo de criação?
O filme se passa num vilarejo alemão pouco antes da I Guerra Mundial. Estranhos eventos começam a acontecer na cidadela. Estes incidentes isolados vão tomando forma de um ritual de punição. O professor da cidade investiga o caso, tentando achar os culpados.
“A Fita Branca” dividiu opiniões do público em Cannes. Alguns alegaram que a quantidade de personagens confunde o espectador. Outros disseram que a fotografia de tão bela toma conta do filme e atrapalha no entendimento da história. Mas, na minha opinião, o filme austríaco é uma aula de sutileza. Um filme violentíssimo que não mostra nenhuma cena de violência, isso é admirável. A fotografia, em preto e branco, fez Haneke se aproximar ainda mais de Bergman. O gelo, o olhar das crianças, a religião, o ódio, a repressão, a criação severa, a repulsa e a crueldade, esses são alguns dos aspectos tratados na película. A fotografia só atrapalha aos maravilhados, sem ela o filme não causaria o impacto que causou, sem ela não teria como sair tão satisfeito dali. Cinema é música da luz e essa foi uma sinfonia de Beethoven, nesse quesito.
É certo que o filme tem seus problemas, ele parece mais longo do que é, por causa da tamanha densidade da história. A narração torna-se repetitiva, a partir de um certo momento. A necessidade de tornar o professor um pouco mais importante na história cria uma historinha em paralelo que não faz diferença alguma. Porém, apesar dos pesares, “A Fita Branca” é um filme belíssimo, com alguns diálogos primorosos.
Um amigo, logo depois que a sessão terminou disse “Isso aproxima-se à literatura. Aproxima-se tanto que eu precisaria de mais tempo para ver esse filme.” De fato, isso não agrada a todos, mas não há como negar a beleza do filme e a sutileza de Haneke. O filme deve estrear no Brasil no ano que vem. Quando isso acontecer, não deixem de ver, de forma alguma.

Trailer:

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C.R.A.Z.Y.

Outubro 21, 2009 · Deixe um comentário

C.R.A.Z.Y. é um  filme canadense, falado em francês, lançado originalmente em 2005, foi uma grande surpresa pra mim. Nos últimos tempos, algo me impele a assistir filmes em que o tema são famílias um pouco disfuncionais. Nesse caso, a família Beaulieu.

A personagem principal do filme é o garoto Zac (interpretado por Émelle Vallée, dos 6 aos 8 anos e por Marc-André Gondrin, dos 15 aos 21). Ele é o 4º de 5 filhos. Acontece que Zac nasce na noite de Natal, do ano de 1960, e é dado como clinicamente morto, mas ressuscita. Sua mãe, Laurriane, considera-o o mais especial dentre os filho devido a todos esses acontecimentos. Ela alega que ele tem um dom e a marca dessa bênção é uma mecha branca de cabelo. Seu pai, Gervais, é um homem rígido. Durante a infância, eles mantém uma relação próxima até o dia em que seu pai volta pra casa e encontra o menino usando o vestido da mãe. A partir daí, a relação deles muda. A relação com a mãe é muito próxima, ela acredita nesse dom que ele supostamente possui e crê que o menino tem o dom de curar as pessoas, quando aparentemente cura as cólicas do irmão mais novo, Yvan

O protagonista considera os irmãos mais velhos uns idiotas e é inimigo declarado de Raymond. Os outros irmãos são Christian e Antoine. Ele tenta criar uma ligação com o mais novo, Yvan, mas não obtém muito sucesso. O filme percorre cerca de duas décadas. Fala dessas dificuldades de relacionamento entre pais e filhos. Uma mãe quase fanática religiosa e o pai intolerante. Também trata de descobertas, Zac se incomoda com a própria sexualidade. Porém, isso não é uma tarefa fácil. E tenta o tempo todo definir sua própria identidade.

Minha história com C.R.A.Z.Y.  é curiosa, pois foi por causa dele que eu conheci a cantora Patsy Cline e a música “Crazy” vem embalado meus dias. Uma música que me emociona e que me faz pensar sobre tantas coisas que me aconteceram. Além do filme tratar da minha temática preferida, relações familiares. Tem uma cena que eu, particularmente, gosto muito que é a de Zac imitando o David Bowie. Além da cena da igreja com “Sympathy for the devil”

C.R.A.Z.Y.

dirigido por: Jean-Marc Vallée

escrito por: François Boulay e Jean-Marc Vallée

Vale muito a pena ver. Ó o trailer.

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Now playing: Patsy Cline -  Crazy
via FoxyTunes

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A tempestade

Outubro 16, 2009 · Deixe um comentário

Bom, como a tempestade está enfraquecendo, vou voltar a falar de filmes e de outras coisas além desse meu coração vagabundo.

Nos últimos dias eu vi “Amantes”, “Bastardos Inglórios” e “C.R.A.Z.Y”. Além de “Quem tem medo de Virginia Woolf?”, “Quanto mais quente melhor”, “Rebecca”, “O pecado mora ao lado”, “Pacto de Sangue”, “A Malvada” e “Velvet Goldmine”. E agora verei “Tempestade de Gelo”. Depois eu faço um apanhado dessa volta aos filmes.

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À Deriva

Setembro 11, 2009 · 1 Comentário

Há muito tempo não escrevo nada sobre filmes, mas hoje eu vi algo que me deu vontade de falar. Minhas críticas não são especializadas, são apenas as impressões que tive ao ver algo. Eu adjetivo bastante, portanto não sou lá muito respeitável.

Depois de muito tempo num ‘vai-nãovai’, resolvi que iria e fui. Sensato, não? Pois então, creio que demorei muito para assistir “À Deriva”, do Heitor Dahlia, ou, talvez, incoscientemente estava esperando ficar numa situação psicológica um pouco melhor. Como não adianta esperar muito pelo 100%, tomei vergonha na cara, saí de casa e comprei o ingresso.

Eu não vi o filme neo-zelandês, nem sei o nome do bendito. Por isso, não vou fazer comparações, apenas dizer o que aquilo tudo representou pra mim. Vamos dizer que o filme demora um pouco a engrenar, aquele início videoclíptico me incomodava um pouco. Cenas curtas que começavam num lugar e terminavam em lugar algum. Tudo estava valendo só pelo visual. E eu não gosto quando só a fotografia sobressai. Tive receio de não gostar, pois os 15 minutos iniciais estavam no fim. Não sei, ao certo, quando comecei a mergulhar na história, a deixar tudo o que não prestava do lado de fora da sala um pouco quente.

A questão é que depois de um tempo de filme e de medo, me deixei envolver por completo. Agora, não era só a fotografia que me deixava absorta, mas a história daquela família falida. Todas as pendengas familiares, amorosas e adolescentes. A constante negação daquilo que se é, o medo do espelho, ao mesmo tempo a busca incessante por sentir tudo o que está à volta. Eu não quero ser o reflexo do que estou vendo, mas termino por fazer de tudo pra ser igual, talvez para desprezar mais tarde, nunca se sabe. Essa coisa de pais complicados, filhos com a cabeça confusa… blablablá….

Para um filme que começou me incomodando um pouco, ele foi muito mais do que eu esperava. Talvez por uma identificação. Não com a família desestruturada, mas com a negação. Talvez. Mas não posso tirar o mérito do roteiro, é bom de verdade. Emociona, entristece, faz pensar. E eu gosto de sair do cinema com o filme na cabeça.

Hoje, não quero falar de questões técnicas. Quer dizer, devo comentar uma cena da Débora Bloch com o Vincent Cassel, que me deixou abalada com a força da interpretação dessa mulher. Com um cigarro na mão e um short de “mãe na praia”, ela me atingiu em cheio. Que força, que domínio do texto. Impressionante.

Confesso estar um pouco enferrujada nas minhas análises, mas uma hora eu volto com tudo. O resumo da ópera, o filme é muito bom. Um dos melhores brasileiros que eu vi, não foram muitos, mas não encaro Globo Filmes com frequência. Então, dos poucos, esse foi o melhor dos últimos anos, certamente. Temática forte. Pra não dizer que só joguei confetes, aquele piano da trilha, às vezes atrapalha e reforça algo que não precisa, mas é quase que só isso. Saí do cinema um pouco assim… bem e mal, por questões pessoais, mais bem do que mal.

Vejam, se ainda não viram.

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Abril 23, 2009 · 2 Comentários

Preciso ir mais ao cinema.

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41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Novembro 29, 2008 · 2 Comentários

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O Festival aconteceu entre os dias 18 e 25 de novembro de 2008.

A organização do Festival optou por exibir tanto na noite de abertura quanto na noite de premiação filmes restaurados. A política de resgate do cinema brasileiro. Isso começou fortemente com a exibição de “Terra Em Transe” de Glauber Rocha, na edição de 2004. Desde então, muitas películas restauradas foram exibidas tanto no Cine Brasília quanto no Teatro Nacional. Um belo trabalho de valorização do cinema nacional.

Porém, o mais antigo e tradicional Festival do Cinema Brasileiro vem desmoronando ao longo dos anos. O Festival de Cinema do Rio de Janeiro está se destacando cada vez mais. Muitos diretores que eram sempre presentes no Cine Brasília optaram por passar seus filmes no Festival do Rio. Foi o caso de José Eduardo Belmonte, cineasta brasiliense, e Julio Bressane, grande premiado da 40ª edição do Festival de Brasília. A exigência de ineditismo é uma dentre várias reclamações dos realizadores cinematográficos brasileiros em relação ao Festival brasiliense.

Foram noites de muita reclamação, o público não estava nem um pouco contente com os filmes que passavam na tela curva do Cine Brasília. Muitos documentários, curtas mal feitos, os longas ficcionais também não agradaram. A enorme sala de cinema ficava a cada dia da competição mais vazia, quem quisesse comprar ingressos meia hora antes da sessão conseguia com facilidade. Isso era inimaginável em anos anteriores. Foi um ano atípico e até que enfim a organização do Festival resolveu que fará mudanças para o ano que vem. O público e os cineastas esperam que sejam mudanças bem sucedidas.

Até mesmo o júri reclamou da escolha dos filmes. Um dos jurados disse que não tinham “matéria-prima para trabalhar”. Como escolher atores e atrizes em meio a quatro longas documentários e apenas dois ficcionais. Wladimir Carvalho, membro do júri e um dos documentaristas mais respeitados do Brasil, mandou um artigo indignado ao jornal Correio Braziliense ( http://tinyurl.com/6cj83b ). Os curtas-metragem que antes salvavam as noites de longas ruins, não fizeram sua parte dessa vez. O melhor filme entre longas e curtas passou no Cine Brasília no domingo à tarde, na Mostra Brasília, paralela ao Festival. Era o filme “Pra Pedir Perdão”, de Iberê Camargo. Um espectador indignado, gritou uma frase que ofendeu a comissão de seleção e ele não estava errado.

A Mostra Competitiva de curtas em 16mm e agora em digital também, está a cada dia mais apagada. Os interessados têm que se dividir entre comprar ingressos para a noite ou ver filmes de qualidade duvidosa, com uma projeção ruim, na Sala Martins Penna. Horários que chocam, a comissão que tenta inovar, mas que comete equívocos que vão apagando cada vez mais o brilho do Festival de Brasília, a falta de organização e informações precisas, a falta de investimento, tudo isso e mais outros problemas vêm destruindo o Festival brasiliense.

Alguns realizadores dizem querer fazer algo para mudar a situação, que não podem deixar um Festival tão importante morrer. A falta de mudanças, a manutenção de um tradicionalismo que não funciona mais, a ausência de criatividade serão alguns dos problemas enfrentados pelos interessados em manter o Festival de Brasília como um dos mais importantes e melhores do país.

Confira a Lista dos vencedores:

http://tinyurl.com/5o7k5u

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Uma sinédoque

Novembro 2, 2008 · Deixe um comentário

Quem foi ao cinema com o intuito de ver um outro “Brilho Eterno” fez a coisa errada. “Sinédoque, Nova Iorque” é parecido em alguns aspectos com o roteiro anterior de Kaufman, quebra-cabeças na tela, mas tem muito mais diferenças do que semelhanças. É confuso, mas de uma confusão agradável, que brinca  com o espectador “Será que ele está imaginando ou isso está acontecendo?”

Logicamente, não é o melhor filme do ano, é muito complicado para entrar nessas listas. O encanto de “Sinédoque” é o jogo entre real e imaginário, a quantidade de metalinguagem, isso de você sempre estar em dúvida se está acontecendo ou não, se é parte de um sonho ou se a personagem está mesmo passando por aquela situação.

O cenário e a maquiagem são alguns dos pontos fortes do filme. A direção de Charlie Kaufman é muito boa. A atuação de Philip Seymor Hoffman também é bem marcante.

“Sinédoque” não é um filme nada fácil. As passagens de tempo, às vezes, são imperceptíveis. Trata da história de um homem chamado Caden que é cheio de problemas, vive num casamento falido com Adele, sua carreira como diretor de teatro não é nada impressionante. Quando a esposa o abandona, ele ganha um prêmio e começa a montar uma peça. Ele é a personagem central do espetáculo. Lá, o único lugar onde ele pode controlar sua vida.

É preciso ser visto e revisto. E quem começar a não entender nada, entregue-se ao visual, vale a pena.

Um roteiro que fala do processo criativo, também da falta de criatividade, é um desafio, faz pensar. Estamos dentro de um labirinto de uma peça sem nome e sem previsões de fim. Ponto negativo: podia ter vinte minutos a menos. Vivas para Charlie Kaufman novamente.

Eu recomendo, até mesmo pros dias de chuva. É um ótimo filme.

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Como foi?

Outubro 1, 2008 · Deixe um comentário

Bom, não pude ver quase nenhum filme da mostra do Resnais. Pura falta de tempo.

O que vi?

Primeiro, “O Ano Passado em Marienbad”. Sei que muitos me agredirão, mas confesso que fiquei extremamente entediada quando fui ver esse filme. Claro, esteticamente ele é perfeito: as locações são belíssimas, a fotografia é maestral, é uma aula de fotografia para cinema. Porém, os filmes não devem se reduzir a isso, pelo menos na minha humilde opinião de leiga. Em algumas cenas, eu ria da interpretação exagerada, parecia cinema mudo, mas falado. Não sei qual foi a inteção, mas me passou uma péssima impressão. Acho que não tenho mais o que comentar sobre esse filme, minhas análises não são imparciais.

Depois, “Meu Tio da América”.  Esse é genial. Um início nada fácil de acompanhar. As personagens vão crescendo, ficando cada vez mais complexas, cada vez mais interessantes. A história que antes se parecia com um documentário ou um filme do Manoel de Oliveira vai ganhando uma força espectacular, entrando no psicológico daquelas três pessoas ali apresentadas. É encantadora a forma que Resnais conduz o filme. Pensei que  aquilo não fosse dar certo, quanta ingenuidade de minha parte.

É, de fato, um filme que me marcou e que me deixou com uma pontinha de inveja. A fotografia e a arte não são tão primorosas quanto em “O Ano Passado em Marienbad”, mas as interpretações e o roteiro são superiores, sem sombra de dúvida. Vale a pena ir atrás desse filme. Entra para minha lista de favoritos e futuras aquisições, certamente.

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Meninos, eu vi

Setembro 22, 2008 · 1 Comentário

Sim, na segunda-feira passada, vi “Lola” do Fasbbinder. Ainda estou em dúvida sobre qual é melhor, se esse ou “O Casamento de Maria Braun”. Creio que “O Casamento” é melhor por causa da primeira cena, impagável.

Fassbinder consegue fazer filmes recheados de clímax, cada cena termina com um “tchan tchan tchan tchan”. Creio que ele foi a maior influência para autores de novelas mexicanas. Mas trata-se de uma boa novela, com seus exageros, mas inteligentíssima.

Recheado de referências, tempo-teatral, como disse anteriormente, atuações aparentemente livres. De fato, um grande diretor.

Gostaria de fazer uma análise mais profunda da obra dele, mas fiquei doente.

O Resnais vai ter mais dedicação de minha parte.

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Semana Cheia parte 2

Setembro 15, 2008 · Deixe um comentário

Alain Resnais – Revolução Discreta da Memória

No CCBB – Brasília, acontecerá a mostra dos filmes do francês, Alan Resnais. Irá do dia 16 de setembro até o dia 05 de outubro. Os brasilienses terão bastante tempo para conferir uma completa mostra.

Programação

16/09
15h30 -
Abordando Alain Resnais, um revolucionário discreto (Beta / 59 min/ 12 anos)
18h – No Smoking (35 mm / 144 min/ 12 anos)
20h30 – Na boca, não (35 mm / 116 min/ 12 anos)

17/09
15h30 –
A vida é um romance (35mm / 111 min/ 12 anos)
18h – Smoking (35 mm / 140 min/ 12 anos)
20h30 – Melô (35 mm / 112 min/ 12 anos)

18/09
15h30 –
Abordando Alain Resnais, um revolucionário discreto (Beta / 59 min/ 12 anos)
18h – Morrer de Amor (35 mm / 92 min/ 14 anos)
20h30 – Providence (35 mm / 110 min/ 14 anos)

19/09
15h30 –
Quero ir para casa (35mm / 105 min/ 12 anos)
18h – Curtas 1( 35 mm / 43 min/ 14 anos)
20h30 – Hiroshima, meu amor ( 35mm,/ 91 min/ 16 anos)

20/09
14h30 –
Curtas 2 ( 35 mm / 61 min/ 16 anos)
17h – Curtas 3 ( 35 mm/ 41 min/ 14 anos)
19h30 – O ano passado em Marienbad (35 mm / 93 min/ 16 anos)

21/09
14h30 –
Muriel ou O tempo de um retorno ( 35 mm / 116 min/ 12 anos)
17h – A guerra acabou (35 mm / 121 min/ 14 anos)
19h30 – Eu te amo, eu te amo (35 mm / 91 min/ 14 anos)

23/09
15h30 –
Hiroshima, meu amor (35 mm / 91 min/ 16 anos)
18h – Meu tio da América ( 35 mm / 125 min/ 12 anos)
20h30 – Stavisky ou O império de Alexandre (35 mm / 115 min/ 14 anos)

24/09
15h30
– Medos privados em lugares públicos (35 mm / 122 min/ 14 anos)
18h – Curtas 2 ( 35 mm / 61 min/ 16 anos)
20h30 – Muriel ou O tempo de um retorno ( 35 mm / 116 min/ 12 anos)

25/09
15h30 –
Stavisky ou O império de Alexandre (35 mm / 115 min/ 14 anos)
18h – O ateliê de Alain Resnais: em torno de “Amores parisienses” ( Beta / 50 min/ 12 anos)
20h30 – Amores parisienses ( 35mm / 120 min/ 12 anos)

26/09
15h30 –
Hiroshima, meu amor (35 mm / 91 min/ 16 anos)
18h – O ano passado em Marienbad ( 35 mm / 93 min/ 16 anos)
20h30 – Quero ir para casa (35mm / 105 min/ 12 anos)

27/09
14h30 –
A vida é um romance (35mm / 111 min/ 12 anos)
17h – Providence (35 mm / 110 min/ 14 anos)
19h30 – Meu tio da América (35mm / 125 min/ 12 anos)

28/09
14h30 –
Stavisky ou O império de Alexandre (35 mm / 115 min/ 14 anos)
17h – Melô (35 mm / 112 min/ 12 anos)
19h30 – Morrer de amor (35mm / 92 min/ 14 anos)

30/09
15h30 –
Stavisky ou O império de Alexandre (35 mm / 115 min/ 14 anos)
18h – Muriel ou O tempo de um retorno (35 mm / 116 min/ 12 anos)
20h30 – A guerra acabou ( 35 mm / 121 min/ 14 anos)

1º/10
15h30 –
O ano passado em Marienbad ( 35 mm / 93 min / 16 anos)
18h – Meu tio da América (35mm / 125 min / 12 anos)
20h30 – Curtas 1( 35 mm / 43 min / 14 anos)

02/10
15h30 –
Muriel ou O tempo de um retorno (35 mm / 116 min / 12 anos)
18h – Curtas 2 (35 mm / 61 min / 16 anos)
20h30 – Curtas 3 ( 35 mm/ 41 min / 14 anos)

03/10
15h30 –
Meu tio da América (35mm / 125 min / 12 anos)
18h – Hiroshima, meu amor (35 mm / 91 min / 16 anos)
20h30 – Eu te amo, eu te amo (35 mm / 91 min / 14 anos)

04/10
14h30 –
O ateliê de Alain Resnais: em torno de “Amores parisienses” (Beta / 50 min / 12 anos)
17h – Amores parisienses (35mm / 120 min / 12 anos)
19h30 – Na boca, não (35 mm / 116 min / 12 anos)

05/10
14h –
No Smoking (35 mm / 144 min / 12 anos)
17h – Smoking (35 mm / 140 min / 12 anos)
19h30 – Medos privados em lugares públicos (35 mm / 122 min / 14 anos)

Tentarei ver tudo ou quase tudo. Vale a pena, pois muitos desses filmes são inéditos no Brasil.

Não deixem de conferir.

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Semana cheia

Setembro 15, 2008 · Deixe um comentário

Em Brasília, teremos uma semana com muitos filmes bons para ver.

No Museu Nacional, está acontecendo a Mostra 4x Fassbinder. É uma parceiria entre o Conjunto Cultural da República, o Goethe-Zentrum Brasília e a Embaixada da Alemanha no Brasil.  Será exibida diversos filmes do diretor, em homenagem aos 25 anos de sua morte. Além dos filmes, também acontece uma exposição de cartazes dos filmes e cartazes com declarações de diretores sobre a influência de Fassbinder no trabalho deles.

Na quinta-feira, dia  18 de setembro, acontecerá um debate com Sergio Moriconi, logo após a exibição de um dos filmes.

Programação

13 de setembro – sábado

18h00 O Medo Devora a Alma (93 min)

20h00 O Casamento de Maria Braun (120 min)**

14 de setembro – domingo

18h00 Assado Satânico (112 min)

20h15 O Desespero de Veronika Voss (104 min)

15 de setembro – segunda-feira

18h00 Lola (113 min)

20h15 O Machão (88 min)

16 de setembro – terça-feira

17h45 Martha (111 min)

19h45 Effi Briest (141 min)

17 de setembro – quarta-feira

17h45 Lili Marlene (120 min)

20h00 Não Quero Apenas Que Vocês Me Amem (103 min)

18 de setembro – quinta-feira

19h00 O Medo Devora a Alma (93 min)

Após a exibição do filme: palestra com Sergio Moriconi

19 de setembro – sexta-feira

17h45 O Casamento de Maria Braun (120 min)

20h00 Lola (113 min)

Serviço: 4x Fassbinder

Visitação Pública: 13 a 30 de setembro de 2008

Mostra: 13 a 19 de setembro de 2008

Palestra: 18 de setembro após o filme

Hall dos Auditórios

Museu Nacional – Conjunto Cultural da República

Esplanada dos Ministérios

Setor Cultural Sul Lote 2 – Brasília – DF

Tel.: (61) 3325-5220 de terça-feira a domingo das 9h às 21h

ENTRADA FRANCA

** Recomendo O Casamento de Maria Braun, o único que vi até agora. Conta a trajetória da mulher alemã através da história do país. É um filme impressionante, não segue padrões rígidos, tem uma pitada de teatro nos clímax gerados. Vale a pena ver.

Depois comentarei um pouco mais sobre os outros que verei no decorrer da semana.

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Oriente desconhecido

Setembro 2, 2008 · Deixe um comentário

Fonte: CCBB Brasília

Os mais ousados filmes do Sudeste Asiático e do Extremo Oriente têm lugar permanente nos grandes festivais ocidentais e até no circuito comercial. O mesmo não acontece aqui. Por razões diversas, o contato do cinéfilo brasileiro com alguns nomes representativos do cinema contemporâneo é impedido – como é o caso do taiwanês Hou Hsiao-hsien e do tailandês Apichatpong Weerasethakul. Oriente Desconhecido compensa esta realidade com a exibição de 12 títulos, todos inéditos no Brasil. A mostra apresentará uma seleção de importantes filmes asiáticos do período 1997-2006, com ênfase em seis diretores de cinco países: Jia Zhang-ke (China), Kim Ki-duk (Coréia do Sul), Yu Lik-wai (Hong Kong) e Pen-Ek Ratanaruang (Tailândia), além de Hsiao-Hsien (Taiwan) e Weerasethakul (Tailândia).

Programação

Sinopses

Eu recomendo o filme do Hsiao-Hsien. É uma maravilha! Ainda mais se você levar em conta que essa pode ser uma das únicas oportunidades de ver esse filme numa tela grande e com legendas em português, porque só importanto pra ver.

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A volta

Setembro 1, 2008 · Deixe um comentário

Essa semana eu volto a ir ao cinema regularmente.

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Filme de blog

Agosto 21, 2008 · Deixe um comentário

Isso não é um blog jornalístico, eu não sou crítica de cinema, só falo o que penso sobre filmes que vejo. De resto, deixo pra florear nos meus textos que faço pra universidade.

Na segunda-feira, 18, fui assistir o filme “Nome Próprio” no Teatro dos Bancários, Brasília. É um cineclube, toda segunda eles passam um filme nacional, com direito a discussão no final. Acho a iniciativa muito boa, mas bem que eles podiam colocar uns filmes brasileiros melhores na programação. Enfim, a questão não é essa. Falemos do filme do Murilo Salles.

Bem, eu esperava algo pior. Não, não estou dizendo que o filme é bom, mas eu aguardava uma bomba, um Belmonte da vida. Minhas expectativas não foram correspondidas, é um filme mediano. Isso só porque a Leandra Leal está muito bem e porque alguns planos são muito bonitos. De resto, nada.

Um amigo pediu pra que eu definisse “Nome Próprio” em uma palavra: longo.  Quando você está assistindo algo e olha no relógio o tempo todo, isso não é bom sinal. Eu torci, como quem torce pelo bronze brasileiro nas Olimpíadas, pro filme acabar. Para um filme “bloguiano”, ele estava muito lento.

Eu não conheço a obra da Clarah Averbuck, não analisei o filme como quem já leu algo dela. Ponto positivo pra mim, porque adaptações são sempre um drama. Mas pelo o que ouvi de quem conhece um pouco dos escritos dela, o filme estava aquém, me disseram que tinha pouco sexo ou que as cenas de sexo foram longas e poucas. O que eu achei foi que as atuações, tirando a da Leandra,  não foram das melhores. Faltou algo, esse algo pode ser técnica, mão firme do diretor, trilha sonora um pouco mais contundente e um pouco de realidade. Claro que eu não queria ver um “Contra Todos”, mas tinha algo de muito irreal naquilo tudo e era uma fantasia não muito boa, porque ficou no meio termo. Não fica claro como ela ganhava o dinheiro para se manter só escrevendo, esse é um dos pontos irreais da narrativa. Ninguém vive vários anos com 600 reais no bolso.

Vimos um underground pop, contraditório, por vezes, delicado. Tanto que eu saí do filme com a palavra “longo” na cabeça, nada me causou além do desconforto do tempo que não corria. Se essa foi a intenção do diretor? Não sei, ele não foi ao debate e eu também não fiquei para a discussão pós-filme.

“Nome Próprio” ganhou Gramado sim, mas o que é o Festival de Gramado? Perdeu-se no meio da Globo Filmes. A película tinha mais cara de Festival de Brasília, um estilo mais independente de se filmar.

Tinha muita coisa ali que era super lugar-comum, tentando ser inovador, umas frases muito clichês com pretensão. Quando se faz algo clichê, tem que se assumir como tal, senão fica mais feio. Diferentemente do que li por aí, o sexo não me incomodou, a nudez também não. Acho que as pessoas têm uma visão estranha sobre o sexo, como se ele não fosse algo normal, como se em qualquer papo de boteco isso não surgisse ou como se em QUALQUER papo isso não aparecesse.

Enquanto a personagem central cresce, o roteiro recua, perde-se nas frases feitas, na bricadeirinha de fazer cinema underground. A irrealidade torna-se mais evidente e a  impaciência invade o espectador. No meu caso, levantei, fui comer cigarros e tomar café. Nada apareceu nas conversas, terminou ali naquela sala.

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Sunset Boulevard

Agosto 10, 2008 · Deixe um comentário

Com cenários inspirados nos filmes da era do Cinema Mudo, cenas que remetem às películas do Expressionismo Alemão e Gloria Swanson magnífica. Precisa de mais alguma coisa? O filme de 1950 conta com outros complementos: ótimo roteiro, fotografia perfeita, outras atuações marcantes e Billy Wilder na direção.

O filme é sobre um escritor/roteirista que teve um pequeno sucesso, mas que nunca mais conseguiu despontar. Ele tenta vender suas histórias, mas nenhum estúdio quer comprá-las. Cheio de dívidas, durante uma fuga entra numa mansão que tem aspecto de um lugar abandonado, assim como em “Great Expectations” , de Charles Dickens. E, de fato, lá dentro mora uma mulher que lembra bastante a velha senhora do romance, a excentricidade é sua grande característica. Norma Desmond, uma grande atriz da época do cinema mudo que abandonou sua carreira. Joe Gillis, o escritor, é confundido com outra pessoa e convidado a entrar na casa.

O filme é composto por alguns planos memoráveis. Os cenários nababescos contribuem muito para a aparência decadente do palacete de Norma. Os primeiros movimentos de câmera já adiantam que o filme vai ser muito bom. Sou a favor da tese dos 15 minutos: se um filme me prende nos primeiros minutos, dificilmente ficarei decepcionada, mas se ele começa mal, vai terminar mal.

Uma das cenas mais representativas de “Crepúsculo dos Deuses”, título em português, foi terrivelmente “parafraseada” numa dessas novelas da Globo. Uma das coisas mais vergonhosas que vi nos últimos tempos.

Bom, creio que os novos roteiristas deveriam ver esse filme, não para pegar todas as idéias, mas para fazer algo consistente ou desistir de vez dessa vida. Pra quem gosta de um bom filme, é um prato cheio.

Ficha técnica

Categorias: Cinema
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