Eu tava tendo uma noite normal. A falta de carro não me deixou sair de casa. A chuva fez o dia refrescar. O banho demorado fez tudo se acertar aqui dentro. E então eu resolvi ouvir um dos discos mais bonitos que foram lançados em 2009 e ele nunca me pareceu tão belo.
“At the Cut” do Vic Chesnutt. Maravilha do folk. As guitarradas, as voz rouca, as letras. Às vezes a guitarra te bate, outras vezes ela te afaga. Disco pra se ouvir numa noite assim, no quarto, deitado, pouca luz, com tempo pra ouvir mais de uma vez. Desvendar os versos. É preciso calma. Deixar a guitarra soar. Uma garrafa de Heineken e um cigarro podem ajudar na digestão disso tudo. Talvez estar sozinho seja melhor para conhecer o disco todo. Cada uma das dez faixas enchendo o quarto meio escuro, a famuça do cigarro, lembranças, uma noite assim… Não é um disco que acalma, talvez incomode até demais, mas é lindo.
A primeira faixa, “Coward”, já mostra o poder de Vic. O resto é história e guitarras e outros sons e outros versos. Atenção para “Chinaberry Tree”, a terceira música. Cada uma com sua beleza. Escute-o por inteiro. A capa do álbum é de uma estranheza bonita. A cada audição eu gosto mais desse disco e tenho certeza que não errei ao colocá-lo no meu TOP 10 de 2009.
Acho que a primeira e única resenha de disco que eu fiz foi do -FA-TAL-. Não me lembro se foi pro meu finado fotolog ou pro meu blog deletado há alguns anos por razões obscuras. Acontece que algumas pessoas me pediram para fazer resenhas de discos que posto no Ruídos. Essa não é a minha especialidade, nem sei qual a minha especialidade, aliás. Mas ouvindo o disco novo do The Bravery, eu resolvi fazer alguns comentários.
“Stir The Blood” é um bom disco para fechar o ano. É um tanto quanto irregular, assim como 2009. Não é daqueles que você escuta de cabo a rabo. Não é maravilhoso e marcante que te faz querer escutá-lo o dia todo. Algumas músicas muito boas que você sente vontade de colocar no repeat e outras que você quer passar pra frente. De fato, na primeira audição ele não te conquista, mas se você escutar pela segunda vez vai gostar mais, na terceira vai gostar um pouco mais. Não é um disco tão acessível. A primeira faixa, “Adored” vai tocar nas festinhas, em breve. Tenho certeza. É uma das boas. “Slow Poison”, a terceira música, é a minha preferida. Junto com “I Have Seen The Future”, essa eu tocaria numa festa.
A voz do Sam Endicott é sempre um atrativo dessa banda nova iorquina. Os arranjos de algumas músicas são chatinhos e algumas delas se parecem muito. Mas o disco tem seu valor. Outra coisa a se comentar é a capa do álbum. Deixo pra vocês. haha
Eu tava tendo uma noite normal. A falta de carro não me deixou sair de casa. A chuva fez o dia refrescar. O banho demorado fez tudo se acertar aqui dentro. E então eu resolvi ouvir um dos discos mais bonitos que foram lançados em 2009 e ele nunca me pareceu tão belo. “At the Cut” [...]
Hoje, acordei com pensamentos meio fúteis. Normal. Eu não achava que era tão normal assim. Mas uma hora a gente cresce, deixa as roupas pretas de lado e trata de querer deixar de se vestir igual a uma adolescente. Ou seja, preciso de roupas novas, sapatos novos, bolsas novas e etc. Não que eu queira [...]