Por que Brasília?
Porque é aqui que eu nasci, cresci e fui corrompida. Porque é a cidade que eu amo e odeio, odeio mais do que amo, mas é isso o que me atrai. Porque é assim que tem que ser. Eu não posso ignorar algo que me incomoda, não consigo esquecer da poeira que mancha tudo, que me envolve nos agostos, que me irrita, mas que identifica onde estou. Não é todo mundo que tem um mundo de céu sobre a cabeça. Eu tenho que xingar, que perder a razão, eu preciso disso.
Provavelmente, eu não envelheça aqui. Provavelmente, não morrerei aqui. Mas Brasília está impregnada em mim. Assim como me impregnei nela. Porque é assim que tem que ser.
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Brasília?
Maio 27, 2009 · 1 Comentário
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Findi
Dezembro 15, 2008 · Deixe um comentário
Bom, foi um fim de semana atípico. Fui pra Pirenópolis, o Eduardo, um amigo, tem casa lá.
Bebemos, comemos carne adoidado, batatas assadas, cigarros enfileirados. Não conseguia passar das quatro da tarde, tirava um cochilo bonito no sofá. Saída estratégica que ganhou código: vou ali ler a piauí e já volto.
Muitas conversas boas, rindo das briguinhas do Eduardo e da Carol, fugindo das piadas. Incrivelmente não senti falta da internet, vai ver que é porque não tenho que ficar grudada no computador esperando um certo alguém entrar, passei dessa fase. Músicas, planos, conversas sobre o Réveillon, histórias. Eu precisava dar um tempo de Brasília, dos mesmos lugares, de tudo.
Claro que tudo tem limite, nada de curtir vibe da cachu, mas teve CJ. Tenho histórias terríveis sobre isso e dessa vez não foi diferente, paranóias, pressão caindo, topada na bancada, gente caindo, transpiração no máximo, depois tudo ficou bem e a gente começou a falar bobagem. Falar do casulão. Ai, o casulão.
Dormi bem, li “O Grande Gatsby”, devorei aquele livro, é ótimo. Preparação do churrasco, Carol abanando lindamente a brasa, quase morri de rir. Cervejas, cigarros, carne, muita carne. E, de novo, fui ler a piauí. acordei com uma movimentação de malas sendo arrumadas. É, tava na hora de voltar pra casa. A viagem foi tranquila e cá estou, bem cansada, e meu nariz ainda dói.
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41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Novembro 29, 2008 · 2 Comentários
O Festival aconteceu entre os dias 18 e 25 de novembro de 2008.
A organização do Festival optou por exibir tanto na noite de abertura quanto na noite de premiação filmes restaurados. A política de resgate do cinema brasileiro. Isso começou fortemente com a exibição de “Terra Em Transe” de Glauber Rocha, na edição de 2004. Desde então, muitas películas restauradas foram exibidas tanto no Cine Brasília quanto no Teatro Nacional. Um belo trabalho de valorização do cinema nacional.
Porém, o mais antigo e tradicional Festival do Cinema Brasileiro vem desmoronando ao longo dos anos. O Festival de Cinema do Rio de Janeiro está se destacando cada vez mais. Muitos diretores que eram sempre presentes no Cine Brasília optaram por passar seus filmes no Festival do Rio. Foi o caso de José Eduardo Belmonte, cineasta brasiliense, e Julio Bressane, grande premiado da 40ª edição do Festival de Brasília. A exigência de ineditismo é uma dentre várias reclamações dos realizadores cinematográficos brasileiros em relação ao Festival brasiliense.
Foram noites de muita reclamação, o público não estava nem um pouco contente com os filmes que passavam na tela curva do Cine Brasília. Muitos documentários, curtas mal feitos, os longas ficcionais também não agradaram. A enorme sala de cinema ficava a cada dia da competição mais vazia, quem quisesse comprar ingressos meia hora antes da sessão conseguia com facilidade. Isso era inimaginável em anos anteriores. Foi um ano atípico e até que enfim a organização do Festival resolveu que fará mudanças para o ano que vem. O público e os cineastas esperam que sejam mudanças bem sucedidas.
Até mesmo o júri reclamou da escolha dos filmes. Um dos jurados disse que não tinham “matéria-prima para trabalhar”. Como escolher atores e atrizes em meio a quatro longas documentários e apenas dois ficcionais. Wladimir Carvalho, membro do júri e um dos documentaristas mais respeitados do Brasil, mandou um artigo indignado ao jornal Correio Braziliense ( http://tinyurl.com/6cj83b ). Os curtas-metragem que antes salvavam as noites de longas ruins, não fizeram sua parte dessa vez. O melhor filme entre longas e curtas passou no Cine Brasília no domingo à tarde, na Mostra Brasília, paralela ao Festival. Era o filme “Pra Pedir Perdão”, de Iberê Camargo. Um espectador indignado, gritou uma frase que ofendeu a comissão de seleção e ele não estava errado.
A Mostra Competitiva de curtas em 16mm e agora em digital também, está a cada dia mais apagada. Os interessados têm que se dividir entre comprar ingressos para a noite ou ver filmes de qualidade duvidosa, com uma projeção ruim, na Sala Martins Penna. Horários que chocam, a comissão que tenta inovar, mas que comete equívocos que vão apagando cada vez mais o brilho do Festival de Brasília, a falta de organização e informações precisas, a falta de investimento, tudo isso e mais outros problemas vêm destruindo o Festival brasiliense.
Alguns realizadores dizem querer fazer algo para mudar a situação, que não podem deixar um Festival tão importante morrer. A falta de mudanças, a manutenção de um tradicionalismo que não funciona mais, a ausência de criatividade serão alguns dos problemas enfrentados pelos interessados em manter o Festival de Brasília como um dos mais importantes e melhores do país.
Confira a Lista dos vencedores:
Categorias: Cinema
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