Otras Cositas Más

Entradas etiquetadas como ‘cineclube’

Filme de blog

Agosto 21, 2008 · Deixe um comentário

Isso não é um blog jornalístico, eu não sou crítica de cinema, só falo o que penso sobre filmes que vejo. De resto, deixo pra florear nos meus textos que faço pra universidade.

Na segunda-feira, 18, fui assistir o filme “Nome Próprio” no Teatro dos Bancários, Brasília. É um cineclube, toda segunda eles passam um filme nacional, com direito a discussão no final. Acho a iniciativa muito boa, mas bem que eles podiam colocar uns filmes brasileiros melhores na programação. Enfim, a questão não é essa. Falemos do filme do Murilo Salles.

Bem, eu esperava algo pior. Não, não estou dizendo que o filme é bom, mas eu aguardava uma bomba, um Belmonte da vida. Minhas expectativas não foram correspondidas, é um filme mediano. Isso só porque a Leandra Leal está muito bem e porque alguns planos são muito bonitos. De resto, nada.

Um amigo pediu pra que eu definisse “Nome Próprio” em uma palavra: longo.  Quando você está assistindo algo e olha no relógio o tempo todo, isso não é bom sinal. Eu torci, como quem torce pelo bronze brasileiro nas Olimpíadas, pro filme acabar. Para um filme “bloguiano”, ele estava muito lento.

Eu não conheço a obra da Clarah Averbuck, não analisei o filme como quem já leu algo dela. Ponto positivo pra mim, porque adaptações são sempre um drama. Mas pelo o que ouvi de quem conhece um pouco dos escritos dela, o filme estava aquém, me disseram que tinha pouco sexo ou que as cenas de sexo foram longas e poucas. O que eu achei foi que as atuações, tirando a da Leandra,  não foram das melhores. Faltou algo, esse algo pode ser técnica, mão firme do diretor, trilha sonora um pouco mais contundente e um pouco de realidade. Claro que eu não queria ver um “Contra Todos”, mas tinha algo de muito irreal naquilo tudo e era uma fantasia não muito boa, porque ficou no meio termo. Não fica claro como ela ganhava o dinheiro para se manter só escrevendo, esse é um dos pontos irreais da narrativa. Ninguém vive vários anos com 600 reais no bolso.

Vimos um underground pop, contraditório, por vezes, delicado. Tanto que eu saí do filme com a palavra “longo” na cabeça, nada me causou além do desconforto do tempo que não corria. Se essa foi a intenção do diretor? Não sei, ele não foi ao debate e eu também não fiquei para a discussão pós-filme.

“Nome Próprio” ganhou Gramado sim, mas o que é o Festival de Gramado? Perdeu-se no meio da Globo Filmes. A película tinha mais cara de Festival de Brasília, um estilo mais independente de se filmar.

Tinha muita coisa ali que era super lugar-comum, tentando ser inovador, umas frases muito clichês com pretensão. Quando se faz algo clichê, tem que se assumir como tal, senão fica mais feio. Diferentemente do que li por aí, o sexo não me incomodou, a nudez também não. Acho que as pessoas têm uma visão estranha sobre o sexo, como se ele não fosse algo normal, como se em qualquer papo de boteco isso não surgisse ou como se em QUALQUER papo isso não aparecesse.

Enquanto a personagem central cresce, o roteiro recua, perde-se nas frases feitas, na bricadeirinha de fazer cinema underground. A irrealidade torna-se mais evidente e a  impaciência invade o espectador. No meu caso, levantei, fui comer cigarros e tomar café. Nada apareceu nas conversas, terminou ali naquela sala.

Categorias: Cinema
Etiquetado: , ,