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41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Novembro 29, 2008 · 2 Comentários

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O Festival aconteceu entre os dias 18 e 25 de novembro de 2008.

A organização do Festival optou por exibir tanto na noite de abertura quanto na noite de premiação filmes restaurados. A política de resgate do cinema brasileiro. Isso começou fortemente com a exibição de “Terra Em Transe” de Glauber Rocha, na edição de 2004. Desde então, muitas películas restauradas foram exibidas tanto no Cine Brasília quanto no Teatro Nacional. Um belo trabalho de valorização do cinema nacional.

Porém, o mais antigo e tradicional Festival do Cinema Brasileiro vem desmoronando ao longo dos anos. O Festival de Cinema do Rio de Janeiro está se destacando cada vez mais. Muitos diretores que eram sempre presentes no Cine Brasília optaram por passar seus filmes no Festival do Rio. Foi o caso de José Eduardo Belmonte, cineasta brasiliense, e Julio Bressane, grande premiado da 40ª edição do Festival de Brasília. A exigência de ineditismo é uma dentre várias reclamações dos realizadores cinematográficos brasileiros em relação ao Festival brasiliense.

Foram noites de muita reclamação, o público não estava nem um pouco contente com os filmes que passavam na tela curva do Cine Brasília. Muitos documentários, curtas mal feitos, os longas ficcionais também não agradaram. A enorme sala de cinema ficava a cada dia da competição mais vazia, quem quisesse comprar ingressos meia hora antes da sessão conseguia com facilidade. Isso era inimaginável em anos anteriores. Foi um ano atípico e até que enfim a organização do Festival resolveu que fará mudanças para o ano que vem. O público e os cineastas esperam que sejam mudanças bem sucedidas.

Até mesmo o júri reclamou da escolha dos filmes. Um dos jurados disse que não tinham “matéria-prima para trabalhar”. Como escolher atores e atrizes em meio a quatro longas documentários e apenas dois ficcionais. Wladimir Carvalho, membro do júri e um dos documentaristas mais respeitados do Brasil, mandou um artigo indignado ao jornal Correio Braziliense ( http://tinyurl.com/6cj83b ). Os curtas-metragem que antes salvavam as noites de longas ruins, não fizeram sua parte dessa vez. O melhor filme entre longas e curtas passou no Cine Brasília no domingo à tarde, na Mostra Brasília, paralela ao Festival. Era o filme “Pra Pedir Perdão”, de Iberê Camargo. Um espectador indignado, gritou uma frase que ofendeu a comissão de seleção e ele não estava errado.

A Mostra Competitiva de curtas em 16mm e agora em digital também, está a cada dia mais apagada. Os interessados têm que se dividir entre comprar ingressos para a noite ou ver filmes de qualidade duvidosa, com uma projeção ruim, na Sala Martins Penna. Horários que chocam, a comissão que tenta inovar, mas que comete equívocos que vão apagando cada vez mais o brilho do Festival de Brasília, a falta de organização e informações precisas, a falta de investimento, tudo isso e mais outros problemas vêm destruindo o Festival brasiliense.

Alguns realizadores dizem querer fazer algo para mudar a situação, que não podem deixar um Festival tão importante morrer. A falta de mudanças, a manutenção de um tradicionalismo que não funciona mais, a ausência de criatividade serão alguns dos problemas enfrentados pelos interessados em manter o Festival de Brasília como um dos mais importantes e melhores do país.

Confira a Lista dos vencedores:

http://tinyurl.com/5o7k5u

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Meninos, eu vi

Setembro 22, 2008 · 1 Comentário

Sim, na segunda-feira passada, vi “Lola” do Fasbbinder. Ainda estou em dúvida sobre qual é melhor, se esse ou “O Casamento de Maria Braun”. Creio que “O Casamento” é melhor por causa da primeira cena, impagável.

Fassbinder consegue fazer filmes recheados de clímax, cada cena termina com um “tchan tchan tchan tchan”. Creio que ele foi a maior influência para autores de novelas mexicanas. Mas trata-se de uma boa novela, com seus exageros, mas inteligentíssima.

Recheado de referências, tempo-teatral, como disse anteriormente, atuações aparentemente livres. De fato, um grande diretor.

Gostaria de fazer uma análise mais profunda da obra dele, mas fiquei doente.

O Resnais vai ter mais dedicação de minha parte.

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Semana Cheia parte 2

Setembro 15, 2008 · Deixe um comentário

Alain Resnais – Revolução Discreta da Memória

No CCBB – Brasília, acontecerá a mostra dos filmes do francês, Alan Resnais. Irá do dia 16 de setembro até o dia 05 de outubro. Os brasilienses terão bastante tempo para conferir uma completa mostra.

Programação

16/09
15h30 -
Abordando Alain Resnais, um revolucionário discreto (Beta / 59 min/ 12 anos)
18h – No Smoking (35 mm / 144 min/ 12 anos)
20h30 – Na boca, não (35 mm / 116 min/ 12 anos)

17/09
15h30 –
A vida é um romance (35mm / 111 min/ 12 anos)
18h – Smoking (35 mm / 140 min/ 12 anos)
20h30 – Melô (35 mm / 112 min/ 12 anos)

18/09
15h30 –
Abordando Alain Resnais, um revolucionário discreto (Beta / 59 min/ 12 anos)
18h – Morrer de Amor (35 mm / 92 min/ 14 anos)
20h30 – Providence (35 mm / 110 min/ 14 anos)

19/09
15h30 –
Quero ir para casa (35mm / 105 min/ 12 anos)
18h – Curtas 1( 35 mm / 43 min/ 14 anos)
20h30 – Hiroshima, meu amor ( 35mm,/ 91 min/ 16 anos)

20/09
14h30 –
Curtas 2 ( 35 mm / 61 min/ 16 anos)
17h – Curtas 3 ( 35 mm/ 41 min/ 14 anos)
19h30 – O ano passado em Marienbad (35 mm / 93 min/ 16 anos)

21/09
14h30 –
Muriel ou O tempo de um retorno ( 35 mm / 116 min/ 12 anos)
17h – A guerra acabou (35 mm / 121 min/ 14 anos)
19h30 – Eu te amo, eu te amo (35 mm / 91 min/ 14 anos)

23/09
15h30 –
Hiroshima, meu amor (35 mm / 91 min/ 16 anos)
18h – Meu tio da América ( 35 mm / 125 min/ 12 anos)
20h30 – Stavisky ou O império de Alexandre (35 mm / 115 min/ 14 anos)

24/09
15h30
– Medos privados em lugares públicos (35 mm / 122 min/ 14 anos)
18h – Curtas 2 ( 35 mm / 61 min/ 16 anos)
20h30 – Muriel ou O tempo de um retorno ( 35 mm / 116 min/ 12 anos)

25/09
15h30 –
Stavisky ou O império de Alexandre (35 mm / 115 min/ 14 anos)
18h – O ateliê de Alain Resnais: em torno de “Amores parisienses” ( Beta / 50 min/ 12 anos)
20h30 – Amores parisienses ( 35mm / 120 min/ 12 anos)

26/09
15h30 –
Hiroshima, meu amor (35 mm / 91 min/ 16 anos)
18h – O ano passado em Marienbad ( 35 mm / 93 min/ 16 anos)
20h30 – Quero ir para casa (35mm / 105 min/ 12 anos)

27/09
14h30 –
A vida é um romance (35mm / 111 min/ 12 anos)
17h – Providence (35 mm / 110 min/ 14 anos)
19h30 – Meu tio da América (35mm / 125 min/ 12 anos)

28/09
14h30 –
Stavisky ou O império de Alexandre (35 mm / 115 min/ 14 anos)
17h – Melô (35 mm / 112 min/ 12 anos)
19h30 – Morrer de amor (35mm / 92 min/ 14 anos)

30/09
15h30 –
Stavisky ou O império de Alexandre (35 mm / 115 min/ 14 anos)
18h – Muriel ou O tempo de um retorno (35 mm / 116 min/ 12 anos)
20h30 – A guerra acabou ( 35 mm / 121 min/ 14 anos)

1º/10
15h30 –
O ano passado em Marienbad ( 35 mm / 93 min / 16 anos)
18h – Meu tio da América (35mm / 125 min / 12 anos)
20h30 – Curtas 1( 35 mm / 43 min / 14 anos)

02/10
15h30 –
Muriel ou O tempo de um retorno (35 mm / 116 min / 12 anos)
18h – Curtas 2 (35 mm / 61 min / 16 anos)
20h30 – Curtas 3 ( 35 mm/ 41 min / 14 anos)

03/10
15h30 –
Meu tio da América (35mm / 125 min / 12 anos)
18h – Hiroshima, meu amor (35 mm / 91 min / 16 anos)
20h30 – Eu te amo, eu te amo (35 mm / 91 min / 14 anos)

04/10
14h30 –
O ateliê de Alain Resnais: em torno de “Amores parisienses” (Beta / 50 min / 12 anos)
17h – Amores parisienses (35mm / 120 min / 12 anos)
19h30 – Na boca, não (35 mm / 116 min / 12 anos)

05/10
14h –
No Smoking (35 mm / 144 min / 12 anos)
17h – Smoking (35 mm / 140 min / 12 anos)
19h30 – Medos privados em lugares públicos (35 mm / 122 min / 14 anos)

Tentarei ver tudo ou quase tudo. Vale a pena, pois muitos desses filmes são inéditos no Brasil.

Não deixem de conferir.

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Semana cheia

Setembro 15, 2008 · Deixe um comentário

Em Brasília, teremos uma semana com muitos filmes bons para ver.

No Museu Nacional, está acontecendo a Mostra 4x Fassbinder. É uma parceiria entre o Conjunto Cultural da República, o Goethe-Zentrum Brasília e a Embaixada da Alemanha no Brasil.  Será exibida diversos filmes do diretor, em homenagem aos 25 anos de sua morte. Além dos filmes, também acontece uma exposição de cartazes dos filmes e cartazes com declarações de diretores sobre a influência de Fassbinder no trabalho deles.

Na quinta-feira, dia  18 de setembro, acontecerá um debate com Sergio Moriconi, logo após a exibição de um dos filmes.

Programação

13 de setembro – sábado

18h00 O Medo Devora a Alma (93 min)

20h00 O Casamento de Maria Braun (120 min)**

14 de setembro – domingo

18h00 Assado Satânico (112 min)

20h15 O Desespero de Veronika Voss (104 min)

15 de setembro – segunda-feira

18h00 Lola (113 min)

20h15 O Machão (88 min)

16 de setembro – terça-feira

17h45 Martha (111 min)

19h45 Effi Briest (141 min)

17 de setembro – quarta-feira

17h45 Lili Marlene (120 min)

20h00 Não Quero Apenas Que Vocês Me Amem (103 min)

18 de setembro – quinta-feira

19h00 O Medo Devora a Alma (93 min)

Após a exibição do filme: palestra com Sergio Moriconi

19 de setembro – sexta-feira

17h45 O Casamento de Maria Braun (120 min)

20h00 Lola (113 min)

Serviço: 4x Fassbinder

Visitação Pública: 13 a 30 de setembro de 2008

Mostra: 13 a 19 de setembro de 2008

Palestra: 18 de setembro após o filme

Hall dos Auditórios

Museu Nacional – Conjunto Cultural da República

Esplanada dos Ministérios

Setor Cultural Sul Lote 2 – Brasília – DF

Tel.: (61) 3325-5220 de terça-feira a domingo das 9h às 21h

ENTRADA FRANCA

** Recomendo O Casamento de Maria Braun, o único que vi até agora. Conta a trajetória da mulher alemã através da história do país. É um filme impressionante, não segue padrões rígidos, tem uma pitada de teatro nos clímax gerados. Vale a pena ver.

Depois comentarei um pouco mais sobre os outros que verei no decorrer da semana.

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