Me sinto triste, confusa. Um buraco imenso se abriu dentro de mim. Dói, uma dor que nem sei descrever. Mais uma vez, quando estava me levantando, o tombo. E parece que as quedas tem se tornado piores, talvez eu suba demais. Nem por isso eu vou desistir de subir, mas tenho que aprender a levar cordas de segurança. Tudo bem que eu não entendo isso de arriscar-se com segurança, mas deve ser melhor.
Acho que estou diferente. Essas mortes diárias, não digo diárias, mas essas mortes constantes vão transformando o que eu era no que sou. Não sei se gosto disso, mas também não desgosto. Tudo muda mesmo, só não queria levar tanta porrada. Porém, pedir alguma coisa é sempre demais.
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Não sei
Julho 17, 2009 · 3 Comentários
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É…
Dezembro 7, 2008 · Deixe um comentário
Nem sei direito o que se passa comigo nesses últimos dias. Eu tenho me esquecido dentro de copos de cerveja e vinho. Entre um cigarro e outro vem um pouco de raiva de tudo o que não funcionou, lembrança de um sofrimento que eu não merecia, de uma covardia homérica. Eu ando tão confusa, cheia de rancores, desiludida em relação as pessoas. Não queria que fosse desse jeito, fiquei tão abalada, mudei mais do que eu poderia.
No começo, eu lutava pra não fazer planos, pra não fantasiar demais, porque era tudo tão longe e desconhecido. Aos poucos, fui me iludindo com promessas, me deixando atingir por variações de humor, vivia numa montanha russa de sentimentos, dois meses cheios de sofrimento. E, em alguns momentos, eu me alegrava com qualquer palavra menos ríspida, me satisfazia sorrisos pouco animados. Eu sabia que isso estava muito errado, mas queria arriscar, pois gostava demais.
A história estava se repetindo e eu sabia disso. Eu, que no começo, estava tão confiante e firme e não queria deixar ninguém me machucar de novo. Depois eu só conseguia sentir uma fraqueza imensa. Não entendo até agora porque fiz isso comigo. Estou cheia de dúvidas, de medos, de raivas e eu não gosto nem um pouco de sentir isso que estou sentindo por uma pessoa de quem eu gostava.
Quem me conhece sabe que quando eu gosto, eu gosto de verdade. Não jogo confetes em quem não merece, eu deixo tudo muito claro pra quem quer que seja, sem meias-palavras e olhares nublados. E sempre pessoas foscas cruzam meu caminho. Uma pessoa me disse certa vez que meu amor lhe causava medo. Que afirmação mais covarde. Que medo de sentir
Dessa vez eu fui com calma, queria deixar que as coisas acontecessem normalmente, tentava seguir a linha, andando sem vacilar. O problema é que o que é certo pra gente pode não ser certo pro outro. Eu só queria algumas certezas e não ganhei, eu queria bom dia ao pé do ouvido sempre e não pude ter, queria um telefonema recheado de palavras doces, mas nem todo mundo sabe o que fazer quando tem alguém nas mãos.
Muita coisa está diferente, nem sei mais se vou confiar meu coração a alguém de novo. Talvez. Esse negócio de prever o futuro não é comigo. Vou deixar festa acabar, barco correr, o dia raiar. Daqui a pouco é quarta-feira e tudo vai ser como tiver que ser.
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