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Bom, como a tempestade está enfraquecendo, vou voltar a falar de filmes e de outras coisas além desse meu coração vagabundo.
Nos últimos dias eu vi “Amantes”, “Bastardos Inglórios” e “C.R.A.Z.Y”. Além de “Quem tem medo de Virginia Woolf?”, “Quanto mais quente melhor”, “Rebecca”, “O pecado mora ao lado”, “Pacto de Sangue”, “A Malvada” e “Velvet Goldmine”. E agora verei “Tempestade de Gelo”. Depois eu faço um apanhado dessa volta aos filmes.
Categorias: Cinema · filmes
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Lá se foi mais uma história que eu vivi. Sempre tive problemas com finais, mas eles são inevitáveis. Estou triste, estou mal, sem vontade de sair de casa, sem coragem de encarar a rua. Queria poder hibernar por alguns meses. Ficar com os meus livros, meus filmes, minhas músicas. Mas o mundo não para por minha causa, ele segue e eu tenho que correr atrás do tempo perdido.
Talvez eu compre sapatos novos, corte o cabelo, passe batom, coloque um vestido e caia na vida de novo. Talvez eu fique quietinha, escondida por uns dias, aproveite o feriado com gente que não liga se eu estive longe nos últimos meses, pessoas que continuam ligando pra mim mesmo que eu fique calada o dia todo, que se preocupam quando eu tô de cara amarrada, gente assim.
Pois é, pode ser que eu ouça músicas tristes, poder ser que eu veja filmes encharcada de lágrimas, pode ser que eu me ache em alguma lembrança bonita dos nossos dias bons, pode ser que eu tente ficar com raiva dessa situação.
Uma hora isso vai ficar mais fraco. Eu vou me ocupar com outras coisas. É bem possível que num domingo tedioso, eu me pegue lembrando de você. Pode ser que eu ria disso ou morra de saudade, mas acabe me distraindo com um livro ou uma série. Talvez eu pense que era bobagem, que ninguém é assim inesquecível, que não existe essa de “eu não posso viver sem você.”. A gente vive sim sem o outro, por mais que a vida perca um pouco da graça, da beleza, das risadas sonoras, do amor que um dia a gente sentiu, das piadas internas, dos apelidos bobos, das conversinhas amenas, dos planos, dos sonhos. Mas a gente continua a viver, seja do jeito que for, seja sem um pedaço ou aos pedaços, a gente continua…
Eu vou e você?
Categorias: Coração
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O Festival aconteceu entre os dias 18 e 25 de novembro de 2008.
A organização do Festival optou por exibir tanto na noite de abertura quanto na noite de premiação filmes restaurados. A política de resgate do cinema brasileiro. Isso começou fortemente com a exibição de “Terra Em Transe” de Glauber Rocha, na edição de 2004. Desde então, muitas películas restauradas foram exibidas tanto no Cine Brasília quanto no Teatro Nacional. Um belo trabalho de valorização do cinema nacional.
Porém, o mais antigo e tradicional Festival do Cinema Brasileiro vem desmoronando ao longo dos anos. O Festival de Cinema do Rio de Janeiro está se destacando cada vez mais. Muitos diretores que eram sempre presentes no Cine Brasília optaram por passar seus filmes no Festival do Rio. Foi o caso de José Eduardo Belmonte, cineasta brasiliense, e Julio Bressane, grande premiado da 40ª edição do Festival de Brasília. A exigência de ineditismo é uma dentre várias reclamações dos realizadores cinematográficos brasileiros em relação ao Festival brasiliense.
Foram noites de muita reclamação, o público não estava nem um pouco contente com os filmes que passavam na tela curva do Cine Brasília. Muitos documentários, curtas mal feitos, os longas ficcionais também não agradaram. A enorme sala de cinema ficava a cada dia da competição mais vazia, quem quisesse comprar ingressos meia hora antes da sessão conseguia com facilidade. Isso era inimaginável em anos anteriores. Foi um ano atípico e até que enfim a organização do Festival resolveu que fará mudanças para o ano que vem. O público e os cineastas esperam que sejam mudanças bem sucedidas.
Até mesmo o júri reclamou da escolha dos filmes. Um dos jurados disse que não tinham “matéria-prima para trabalhar”. Como escolher atores e atrizes em meio a quatro longas documentários e apenas dois ficcionais. Wladimir Carvalho, membro do júri e um dos documentaristas mais respeitados do Brasil, mandou um artigo indignado ao jornal Correio Braziliense ( http://tinyurl.com/6cj83b ). Os curtas-metragem que antes salvavam as noites de longas ruins, não fizeram sua parte dessa vez. O melhor filme entre longas e curtas passou no Cine Brasília no domingo à tarde, na Mostra Brasília, paralela ao Festival. Era o filme “Pra Pedir Perdão”, de Iberê Camargo. Um espectador indignado, gritou uma frase que ofendeu a comissão de seleção e ele não estava errado.
A Mostra Competitiva de curtas em 16mm e agora em digital também, está a cada dia mais apagada. Os interessados têm que se dividir entre comprar ingressos para a noite ou ver filmes de qualidade duvidosa, com uma projeção ruim, na Sala Martins Penna. Horários que chocam, a comissão que tenta inovar, mas que comete equívocos que vão apagando cada vez mais o brilho do Festival de Brasília, a falta de organização e informações precisas, a falta de investimento, tudo isso e mais outros problemas vêm destruindo o Festival brasiliense.
Alguns realizadores dizem querer fazer algo para mudar a situação, que não podem deixar um Festival tão importante morrer. A falta de mudanças, a manutenção de um tradicionalismo que não funciona mais, a ausência de criatividade serão alguns dos problemas enfrentados pelos interessados em manter o Festival de Brasília como um dos mais importantes e melhores do país.
Confira a Lista dos vencedores:
http://tinyurl.com/5o7k5u
Categorias: Cinema
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In fact, eu nem sei pra que ter um bluógui, mesmo. Já tive um idiota em 2005 (nem vou dizer qual), o Panis et Circenses, o E Era Menos, a tentativa frustrada com o Alex, que é o Distraídos Venceremos. Eu me canso deles, assim como me canso das pessoas. Me acho boba, metida, burra lendo as coisas que eu escrevo. Alguns eu apaguei, outros continuam no ar. Acho que é uma necessidade imensa de escrever um pouco sobre mim, um pouco sobre as coisas que penso ou sobre o que as pessoas falam. Meio egocêntrico isso tudo ou não, só pra escrever mesmo.
Nunca fui muito descolada, não sei escrever bem, não sou blogueira, nem tenho paciência pra ler o que os outros escrevem. Se eu quiser ler, leio livros e eu não ando lendo livro nenhum. Questão de fase, de disposição.
Muitas frustrações despejadas, algumas alegrias, vários filmes bons, uma viagem ao Rio de Janeiro, uma noite louca, uma abertura, Lígia Cortez, uma terrível dor no peito, uma amiga russa, tantas coisas ruins e boas. Vai ver que é por isso, vai ver que não é nada disso.
O Cositas tá com cara de duradouro, mas nunca se sabe.
Categorias: textinho
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