Otras Cositas Más

Entradas etiquetadas como ‘livro’

Queime enquanto estiver lendo

Novembro 7, 2009 · Deixe um comentário

Ao ler o livro de compilação de entrevistas, artigos e conversas de Rogério Sganzerla, “Encontros: Rogério Sganzerla”, da Azougue Editoral, eu tive a confirmação de várias coisas que eu pensava anteriormente. A primeira delas, para você ser denominado crítico de cinema tem que comer muito feijão com arroz (no caso, pipoca), ler muito, deve dominar o assunto “linguagem cinematográfica” e uma coisinha bem importante que é saber se distanciar do seu gosto pessoal o máximo possível. Senão, o “crítico” não passará de um reclamão. O meu papel é reclamar, sou crítica no pior sentido da palavra. Tudo o que faço aqui são anotações pessoais sobre impressões que tive de algo que vi e ouvi. Sempre foi esse o meu propósito dentro desse espaço. Muitas vezes acho bem mais interessante essas experiências pessoais do que aquelas pessoas que se dizem críticos de cinema e, na verdade, não passam de um embuste. Eu não peco pela falta de descaramento.
Outra coisa que se confirmou durante minha leitura é que não só eu tenho a impressão de que os fazedores de filmes não custumam ir muito ao cinema e, principalmente, eles não tem o hábito de ler. Triste. A falta de noção de dramaturgia prejudica o cinema chamado brasileiro. Pior, rios de dinheiro são jogados fora com a realização de películas pobres. As pessoas deviam gastar mais papel do que película (ou fitas, HDs e qualquer que seja a mídia), tempo e dinheiro. Pensar não faz mal a ninguém.
Como eu disse no início, são minhas impressões. Opiniões parecidas com as que o Sganzerla tinha. Pode ser que eu esteja errada, mas isso é problema meu. Eu não me denomino como fazedora ou crítica. Eu, apenas, estou observando e tentando aprender alguma coisa.

Categorias: Reclamação
Etiquetado: , , , , , , , , , ,

Os livros da minha vida

Outubro 29, 2008 · 2 Comentários

O primeiro livro que me lembro era um do tatu-bola que a minha mãe sempre lia pra mim antes de dormir. Não me lembro do título dele, só recordo que queria que ela lesse para mim todas as noites. Tanto que ele foi ficando velhinho e acabado. Depois, nessas mudanças da vida, ele se perdeu para sempre. Tinha também uma coleção do “Sítio do Pica-pau Amarelo”, eles eram imensos e as ilustrações eram horríveis, mas eu adorava as histórias. Depois vieram outros infantis e eu passei um tempo desinteressada. A escola não colaborava, sempre passando livros horríveis.

No início da adolescência, eu ganhei uma coleção da Agatha Christie e voltei a me interessar pelas letras. Tudo bem que não era literatura de primeira, mas era algo que me prendia. Fiquei neles por um bom tempo. Depois resolvi que iria comprar um livro e escolhi “O Apanhador no Campo de Centeio” do J. D. Salinger. Pra época em que eu li, foi arrebatador. Eu tinha 16 anos, todas as dúvidas do mundo dentro de mim e odiava o mundo. Eu era o Holden, também não gostava de cinema nem de teatro. O tempo passou, eu nem sou o Holden e amo cinema e teatro.

A partir daí, fui me enterrando atrás dos livros. Descobri Machado de Assis, Clarice Lispector, Cortázar, Garcia Marquez, Caio F., Suassuna, John Fante, Jack Kerouac e tantos outros. Um leva ao outro. Alguns me deram muitas alegrias, outros uma tristeza profunda, mas com uma pitada de felicidade. Já outros, me inspiraram uma certa inveja, porque eu queria tê-los escrito. Uma identificação tão grande com alguns personagens.

Ler é questão de hábito e depois de um tempo, esse costume vira vício. Eu sou uma viciada convicta.

Categorias: Livros
Etiquetado: , ,