Otras Cositas Más

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Mais uma vez

Outubro 8, 2009 · 1 Comentário

Lá se foi mais uma história que eu vivi. Sempre tive problemas com finais, mas eles são inevitáveis. Estou triste, estou mal, sem vontade de sair de casa, sem coragem de encarar a rua. Queria poder hibernar por alguns meses. Ficar com os meus livros, meus filmes, minhas músicas. Mas o mundo não para por minha causa, ele segue e eu tenho que correr atrás do tempo perdido.

Talvez eu compre sapatos novos, corte o cabelo, passe batom, coloque um vestido e caia na vida de novo. Talvez eu fique quietinha, escondida por uns dias, aproveite o feriado com gente que não liga se eu estive longe nos últimos meses, pessoas que continuam ligando pra mim mesmo que eu fique calada o dia todo, que se preocupam quando eu tô de cara amarrada, gente assim.

Pois é, pode ser que eu ouça músicas tristes, poder ser que eu veja filmes encharcada de lágrimas, pode ser que eu me ache em alguma lembrança bonita dos nossos dias bons, pode ser que eu tente ficar com raiva dessa situação.

Uma hora isso vai ficar mais fraco. Eu vou me ocupar com outras coisas. É bem possível que num domingo tedioso, eu me pegue lembrando de você. Pode ser que eu ria disso ou morra de saudade, mas acabe me distraindo com um livro ou uma série. Talvez eu pense que era bobagem, que ninguém é assim inesquecível, que não existe essa de “eu não posso viver sem você.”. A gente vive sim sem o outro, por mais que a vida perca um pouco da graça, da beleza, das risadas sonoras, do amor que um dia a gente sentiu, das piadas internas, dos apelidos bobos, das conversinhas amenas, dos planos, dos sonhos. Mas a gente continua a viver, seja do jeito que for, seja sem um pedaço ou aos pedaços, a gente continua…

Eu vou e você?

Categorias: Coração
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O Físico

Dezembro 10, 2008 · 2 Comentários

Aprendi a gostar de música com meu querido pai. Desde quando eu tava na barriga da senhora minha lindona mãe, ele colocava musiquinha pra eu ouvir. Depois, quando eu era um bebê chorão, ele continuava dedicando horinhas do dia me ensinando que música é uma coisa bacana.

Meu pai é físico. Sim, ele é FÍSICO. Daqueles que você, geralmente, odeia quando tá no ensino médio. Ele dá aulas na UnB, sempre frequentei a universidade por causa disso. É, eu ia pra lá passear, usar a internet, quando não tinha isso aqui em casa e essas coisas. Além de ser professor de Física, meu pai adora Fernando Pessoa, Maria Bethânia, Hermann Hesse, Chico e Nat King Cole. Estranho, né? Um físico que gosta de Van Gogh… Pior, é ele quem sempre lembra aniversário de casamento, dá presente de dia dos namorados e faz festa surpresa pra minha mãe. É, meu pai é louco. Além de ser conhecido como PÃE. Porque eu e minha irmã não temos um pai e uma mãe, mas duas mães. Ele quem dá remédio quando as duas bebês (uma de 22 e outra de 20) estão doentes, arruma a caminha quando uma das duas dorme no sofá e todas as coisas estão lá espalhadas, cozinha quando não tem outra pessoa pra fazer almoço e liga milhões de vezes quando a gente sai ou viaja.

Então, muito do meu gosto musical é influência desse papai-mãe. E meu gosto pelo jazz nasceu ali no Nat King Cole. Não que eu seja uma grande conhecedora do estilo, mas estou me “embrenhando por essas matas” (brega). Tantas outras coisas vieram daí, nem eu poderia imaginar.

Mas é isso, só queria falar do meu pai, porque ele é uma pessoa maravilhosa que eu AMO muito e que sempre me apóia nas minhas decisões idiotas e espertas. É um ótimo colo, um ótimo companheiro, um cara inteligentão, me dá dinheiro pra comprar livros e tudo o mais. Um Pãe.

*não tenho uma foto desse cochilador profissional aqui =\

Categorias: Vida bacana
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Sede de quê?

Novembro 12, 2008 · Deixe um comentário

In fact, eu nem sei pra que ter um bluógui, mesmo. Já tive um idiota em 2005 (nem vou dizer qual), o Panis et Circenses, o E Era Menos, a tentativa frustrada com o Alex, que é o Distraídos Venceremos. Eu me canso deles, assim como me canso das pessoas. Me acho boba, metida, burra lendo as coisas que eu escrevo. Alguns eu apaguei, outros continuam no ar. Acho que é uma necessidade imensa de escrever um pouco sobre mim, um pouco sobre as coisas que penso ou sobre o que as pessoas falam. Meio egocêntrico isso tudo ou não, só pra escrever mesmo.

Nunca fui muito descolada, não sei escrever bem, não sou blogueira, nem tenho paciência pra ler o que os outros escrevem. Se eu quiser ler, leio livros e eu não ando lendo livro nenhum. Questão de fase, de disposição.

Muitas frustrações despejadas, algumas alegrias, vários filmes bons, uma viagem ao Rio de Janeiro, uma noite louca, uma abertura, Lígia Cortez, uma terrível dor no peito, uma amiga russa, tantas coisas ruins e boas. Vai ver que é por isso, vai ver que não é nada disso.

O Cositas tá com cara de duradouro, mas nunca se sabe.

Categorias: textinho
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