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Mais uma vez

Outubro 8, 2009 · 1 Comentário

Lá se foi mais uma história que eu vivi. Sempre tive problemas com finais, mas eles são inevitáveis. Estou triste, estou mal, sem vontade de sair de casa, sem coragem de encarar a rua. Queria poder hibernar por alguns meses. Ficar com os meus livros, meus filmes, minhas músicas. Mas o mundo não para por minha causa, ele segue e eu tenho que correr atrás do tempo perdido.

Talvez eu compre sapatos novos, corte o cabelo, passe batom, coloque um vestido e caia na vida de novo. Talvez eu fique quietinha, escondida por uns dias, aproveite o feriado com gente que não liga se eu estive longe nos últimos meses, pessoas que continuam ligando pra mim mesmo que eu fique calada o dia todo, que se preocupam quando eu tô de cara amarrada, gente assim.

Pois é, pode ser que eu ouça músicas tristes, poder ser que eu veja filmes encharcada de lágrimas, pode ser que eu me ache em alguma lembrança bonita dos nossos dias bons, pode ser que eu tente ficar com raiva dessa situação.

Uma hora isso vai ficar mais fraco. Eu vou me ocupar com outras coisas. É bem possível que num domingo tedioso, eu me pegue lembrando de você. Pode ser que eu ria disso ou morra de saudade, mas acabe me distraindo com um livro ou uma série. Talvez eu pense que era bobagem, que ninguém é assim inesquecível, que não existe essa de “eu não posso viver sem você.”. A gente vive sim sem o outro, por mais que a vida perca um pouco da graça, da beleza, das risadas sonoras, do amor que um dia a gente sentiu, das piadas internas, dos apelidos bobos, das conversinhas amenas, dos planos, dos sonhos. Mas a gente continua a viver, seja do jeito que for, seja sem um pedaço ou aos pedaços, a gente continua…

Eu vou e você?

Categorias: Coração
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Não sei

Julho 17, 2009 · 3 Comentários

Me sinto triste, confusa. Um buraco imenso se abriu dentro de mim. Dói, uma dor que nem sei descrever. Mais uma vez, quando estava me levantando, o tombo. E parece que as quedas tem se tornado piores, talvez eu suba demais. Nem por isso eu vou desistir de subir, mas tenho que aprender a levar cordas de segurança. Tudo bem que eu não entendo isso de arriscar-se com segurança, mas deve ser melhor.
Acho que estou diferente. Essas mortes diárias, não digo diárias, mas essas mortes constantes vão transformando o que eu era no que sou. Não sei se gosto disso, mas também não desgosto. Tudo muda mesmo, só não queria levar tanta porrada. Porém, pedir alguma coisa é sempre demais.

Categorias: Coração · Vidinha confusa
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