Nota

Ela precisava sair daquele lugar o mais rápido possível. A vida corria e passava como uma bala saída de um revólver e ela se sentia criando raízes naquele canto que mais parecia um cemitério. Era preciso mover-se, andar, respirar algo que não fosse o cheiro da poeira e a presença de ácaros que cobriam os corpos daqueles que ali ficavam. Todos estavam envelhecidos e sem rumo. Ela não queria nada daquilo. Por mais que parecesse impossível conseguir ir atrás dos sonhos, não era justo viver no purgatório. 

Sim, era preciso romper aquela barreira de concentro que se colocava entre ela e o novo. Difícil seria encontrar um jeito de fazer isso. Ela mal dormia, quase não comia, parecia desaparecer na dúvida. O lugar fazia mal para ela, impossível continuar daquele jeito.

Febre, dor, desespero, inércia. Seu corpo estava tomado pelo mofo. A cada dia que passava, menos energia ela tinha. Porém, ela lutava e tentava achar uma saída. Melhor morrer a ser enterrada viva. E ela reuniu o resto de força que havia e foi atrás do novo, que nunca veio até ela. Esperar não ia dar em nada, viu que teria muito o que fazer

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